segunda-feira, 5 de março de 2012

CONHECENDO O PROJETO TAMAR DA BARRA DA LAGOA.

Boa noite meus amigos e queridas amigas.

Boa noite.

Pôxa, já é segunda-feira (para mim ainda é domingo) novamente. Ainda não escrevi mas decidi ficar aqui em Florianópolis, na Lagoa da Conceição, até o final de março. Vou aproveitar para explorar todas as belezas que esse paraíso catarinense oferece. Fechei um pacote por 30 dias e paguei um preço super razoável. E no sábado fui passar a tarde na praia da Barra da Lagoa, reduto que visitava muito no tempo em que morava em Tramandaí. De quebra conheci o PROJETO TAMAR que cuida das tartarugas marinhas e que existe em quase todo o litoral Brasileiro. Assisti um vídeo e depois percorri os tanques onde ficam as diversas espécies de tartarugas. Só não comprei uma camiseta pois custavam acima de 40 reais. Ano que vem prometo comprar duas para ajudar nesse importante projeto.

Ontem recebi a visita dos amigos Zé Milton e Carina que moram em Biguaçú. Depois do almoço damos um passeio de barco pela costa da lagoa com direito a parada de 20 minutos para banho. Fiquei de ir jantar num dos próximos sábados na casa deles. Por volta das 18 horas, quando já estava jantando, fui surpreendido com a chegada do primo Éder, da prima Berenice e do filho Daniel. Saimos para comer uma anchova grelhada e falar sobre a nossa trilha/aventura e só retornei por volta das 22 horas. Quem mais gostou da caminhada foi o Bolinha.

Hoje finalmente desci o caiaque para dar umas voltas pela lagoa da Conceição. Infelizmente o vento voltou a ser do leste e as águas estão revoltas. Achei melhor deixar para outro dia. Como não pretendia sair hoje aproveitei para dar um banho de sol em todas as roupas que estavam quase mofando no armário. Amanhã pretendo passar o dia nas praias de Matadeiro e Armação, entre outras.

Um grande abraço a todos e até amanhã se DEUS assim o permitir.

Sábado de tarde decidi conhecer um pouco do ...

PROJETO TAMAR SUL (tartarugas Marinhas) ...

... que fica na Barra da Lagoa. Ingressos a 8 reais para adultos. Crianças pagam a metade.

Na sala de vídeo os turistas podem assistir um filme sobre o Projeto.

Lojinha que vende produtos para angariar fundos para o projeto ...

... mas comprar essa camiseta por 49 reais? Só no ano que vem, KKK

Queriam barrar a minha entrada. Motivo? Gato não podia entrar. Mas consegui.

Vários painéis explicam tudo direitinho sobre o projeto e sobre as tartarugas.

Essa é a tartaruga marinha cabeçuda.

A tartaruga de couro só existe em réplica no Tamar Sul.

Esqueleto de um jacaré.

Tá olhando o quê? eu já fui uma tartaruga e vivi muitos anos mas hoje estou assim.

Quer conhecer cada uma dos cascos de tartaruga? use óculos ou clique na foto.

As quatro espécies de TAMAR: de couro, cabeçuda, verde e de pente. 

Essa é a tartaruga de pente. Vejam o detalhe no final do  casco dela.

Um casal de tartarugas da espécie cabeçuda.

Chegando na praia da Barra da Lagoa.

No sábado a tarde a praia estava lotada.

No final da tarde já começava a sobrar lugar nas mesinhas.

Vinha muito nesta bela praia nos tempos em que morava em Tramandaí, RS.

Molhes da barra com os faróis.

Coisas que tem na praia: barraca e música ao vivo...

... mulher acompanhada de seu cão ...

... surfista voltando do mar depois de pegar umas ondas ...

... vendedor de sucos e capirinhas ...

... mãe com a filha e a amiguinha da filha ....

... gente numa boa só curtindo o final da tarde e gente pegando no pesado ...

... tem gente namorando, ah, o amor é lindo ....

... tem mulher tatuada ... olha a tatuagem dela, eu falei a tatuagem ....

... no mar tem pescador no barco e aves pescando ....

... tem também a GATA DA PRAIA ...

... tem cabanas que ficam quase dentro do mar ...

... tem gente tomando banho, andando de caiaque, pescando e alguns só admirando a paisagem.

... tem até bandeira do Brasil para lembrar aos gringos em que país estamos ...

Alguém perguntou que horas são? eu pelo menos não. Xispa relógio.

Nesse local, depois dos molhes, é onde as águas do mar beijam as águas do rio e vice-versa.

Acho bom pegar minha moto e voltar para meu motor home. O tempo anuncia novo temporal.

OBRIGADO SENHOR !!!

sexta-feira, 2 de março de 2012

COMO UMA SIMPLES TRILHA PODE VIRAR UMA PERIGOSA AVENTURA!

Olá meus amigos e queridas amigas.
Boa tarde.

Pois foi justamente isso que aconteceu na tarde/noite de ontem comigo, meu primo Éder e o filho Daniel. Havíamos programado fazer uma caminhada da praia de Armação até Lagoinha do Leste, uma praia totalmente deserta, sem nenhuma habitação, só areia, lagoa e mar. Um verdadeiro paraíso. Saímos por volta das 14.30hs com previsão de caminhar 2 horas e meia. Já no meio da trilha percebi que seria quase impossível voltar pelo mesmo caminho pois seria noite e pedaço da trilha fica em meio a mata totalmente fechada. Toda trilha tem uma pontuação de dificuldade que fica entre zero e dez. Na minha opinião a nossa era de dificuldade de grau entre 7 e 8. Mas tudo bem, a gente podia seguir por outra trilha, de Lagoinha até Pântano do Sul. Essa caminhada seria de aproximadamente 40 minutos, mas o grau de dificuldade devia ser de 8 e 9, pois a subida era muito forte e escorregadiça.

Por volta das 17 horas avistamos do alto do morro a linda e selvagem Lagoinha do Leste. Mas ainda teríamos um bom pedaço de caminhada até a beira mar. Pior que o horário era o tempo que estava com cara de poucos amigos e uma chuva estava a caminho. Chegamos na areia, batemos algumas fotos, encontramos um pescador que chamei de ERMITÃO, comemos um sanduiche com banana, bebemos água e sentimos que era hora de seguir em frente sem poder ao menos descansar por algum tempo. Nem bem começamos a caminhar pela orla, tínhamos que atravessar toda a extensão de areia para pegar a trilha do outro lado, o temporal que se aproximava chegou com força, muita chuva, raios e trovões. Não podíamos seguir pois era muito perigoso um raio nos atingir. Não tinha abrigo nenhum, a solução foi ficarmos os três sentados, quase enterrados na areia, chamando por Santa Barbára, a Santa dos Temporais. Foram quase 20 minutos de muita chuva no lombo até que finalmente o tempo melhorou um pouco e fomos obrigados a seguir em frente pois senão íamos atravessar a mata de noite.

Tem um velho ditado que diz, que se a situação estiver ruim, fique calma pois era poderá ficar ainda pior. Depois de uma longa caminhada pela areia chegamos no início da trilha que nos levaria até Pântano do Sul. Um pescador se ofereceu para levar a gente de barco até o outro lado, mas não dava segurança pois o mar estava muito batido e seria complicado passar pela arrebentação. Grande foraç, se ele que é pescador estava com receio, o que dirá de nós... Decidimos seguir pela trilha, afinal seriam apenas 40 minutos. Seriam. Começamos a subir, a subir, a subir, cada vez com mais dificuldade pois a trilha estava muito escorregadia e a água da chuva que caiu pouco antes ainda escorria. Seguimos em frente. Os primos já estavam quase no bagaço e eu, do alto dos meus 53 anos, tentava abrir o passo para fugir da noite. Não deu. Não deu mesmo. O primo Éder (que já havia escorregado na trilha anterior) levou outro escorregão e sofreu uma entorse no dedo médio. O primo Daniel conseguiu perder os óculos no caminho e, graças à DEUS, conseguiu achar, mesmo no escuro. Eu já tinha resolvido ligar para a prima Berenice para pedir socorro aos bombeiros. Estávamos no meio da trilha, sem lanterna e caindo aos pedaços. Éder não deixou ligar, disse que iria na frente para buscar socorro. Decidimos seguir os três juntos. Não dava para enxergar um palmo na frente do nariz. A dificuldade passou dos 10. Minha Nossa Senhora. Quando mais andamos mais difícil ficava a trilha, estreia e cheia de pedras, buracos e escorregadiça. A nossa salvação foi o celular do Éder. Ele ligava, andava dois passos, parava, ligava prá mim e para o Daniel andar dois passos e voltava a andar mais dois passos. E assim fomos, de metro em metro, numa selva totalmente fechada. Não, não era hora de pensar nas cobras, aranhas e outros animais que com certeza habitam essa maravilhosa natureza. Eles estavam sem seu habitat, nós é que éramos os estranhos. Depois de muitos escorregões, pequenos tombos e arranhões, finalmente chegamos numa rua. O Éder ligou rapidinho para a Berenice que já estava em casa preocupada. Eram 8 horas e 30 minutos. Rezei um Pai Nosso agradecendo por termos saído ilesos dessa simples trilha que virou uma perigosa aventura. Serviu de lição. Nunca sair para fazer uma trilha sem levar uma ou até mesmo duas lanternas. O primo Daniel hoje nem foi para o colégio, estava todo quebrado.

Um grande abraço a todos e até amanhã se DEUS assim o permitir.

Primo Éder e o filho Daniel. Já no começo da trilha deu para sentir que não seria fácil.

Será que vou suportar e vencer tantos obstáculos?

Priiiiiiiiimo... tem certeza que isso é uma trilha?

Saímos da mata fechada. Agora teremos esse lindo visual até Lagoinha do Leste.

Eu e Daniel curtindo esse cenário maravilhoso.

Daniel.

A trilha é difícil, mas o visual compensa.

Pai e filho... só falta o Espírito Santo. Carona? aqui não tem carona primo.

Que costão, coisa mais linda.

Vejam só a trilha que estamos seguindo, morro a cima.

Prá baixo... só rolando com parada na água e já na presença de São Pedro, com certeza.

De muito longe ainda avistamos a Ilha de Campeche. Dia desses vou até lá.

Que dupla. Eu e Éder, ainda com cara de muitos amigos.

Daniel perdeu o óculos na outra trilha, só conseguiu encontrar porque DEUS ajudou.

Aquela manchinha azul e preta sou eu caminhando. É muito longe.

Nossa, 53 aninhos e nessa forma (de barril) toda.

Nem pensar em tentar chegar até a ponta da rocha. Melhor só apreciar.

Vamos primos... força e coragem... agora falta pouco.

 Primeira visão dessa bela e ainda selvagem ...

... praia de LAGOINHA DO LESTE.

Calma, ainda temos uma longa caminhada até lá.

Essa formação de pedra é obra do homem ou de DEUS?

Do utro lado do morro fica a praia de Pântano do Sul.

É naquele morrinho que vamos fazer a trilha para chegar do outro lado.

Primeiras pisadas numa praia que muito pouca gente conhece. Tem que ter peito e coragem para chegar até aqui.

OS 3 MOSQUETEIROS vibram depois de quase 3 horas de caminhada.

Mas olhando para o céu ...

... O ERMITÃO disse que era prá gente seguir em frente pois a coisa não estava ficando boa para o nosso lado. Acertou na mosca.

Daniel até tentou entrar na água mas desistiu, estava muiiito gelada.

Ainda bem pois a gente tinha uma longa caminhada pela orla da praia até o outro lado.

O temporal caiu e saimos ilesos dos raios e trovões.

Uma foto debaixo dessa cabana de pescadores ...

... antes de iniciar a trilha até Pântano do Sul.

Essa placa esta colocada no início da trilha, em Pântano do Sul.

Vejam que escuridão ...

... só mato e mato ...

não fosse o celular do Éder... nem sei o que seria de nós.

Enxergou? claro, com o flash da máquina fica fácil de ver. E sem ele? Nada. Eu queria pedir SOCORRO. Éder não deixou.

Agora faltava pouco mais de 200 metros para chegar na rua, mas a gente não sabia, não tinha noção.

OBRIGADO SENHOR !!!